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A importância das enzimas e sua relação com a alimentação natural

(Last Updated On: 11 de outubro de 2018)

O que são enzimas?

Segundo o site Só Biologia,

enzimas são substâncias do grupo das proteínas e atuam como catalisadores de reações químicas. Catalisador, por sua vez, é uma substância que acelera a velocidade de ocorrência de uma certa reação química.

Mal comecei e já dei um nó na sua cabeça?

Tá bem, vamos ilustrar com palavras. Pegue como exemplo a carne, que é uma proteína. Para ser bem aproveitada pelo nosso corpo, ela precisa ser digerida, ou seja, transformada em pedaços menores e absorvíveis.

A enzima é a responsável por ajudar nesse processo, porque ela é um catalisador de reações químicas… Lá vem sopa de enzima, quer dizer, lentilha. Viu só a confusão? É sopa de letrinha.

A digestão é uma reação química e a enzima é o facilitador dessa reação. Nesse caso, podemos dizer que a enzima funciona como um amaciante de carne.

Quanto mais amolecida, mais fácil ela se quebrar em pedaços menores, facilitando a absorção de seus nutrientes.

Quanto mais tranquila a digestão, mais disposto você fica. E isso também se aplica ao seu animal de estimação.

As enzimas são importantíssimas, pois são responsáveis por todas as reações metabólicas do corpo, até o ato de piscar envolve o uso delas, você acredita?

Mas, vou focar apenas nas enzimas digestivas, que são duas: as do alimento em si e as que residem nos órgãos digestivos. Lembrando que o aparelho digestivo começa na boca e é lá, portanto, que começa essa história.

Pois bem, anatômica e fisiologicamente falando, nossos companheiros não mastigam e suas glândulas salivares não produzem amilase, enzima que dá início à digestão dos vegetais.

As suas mandíbulas abrem e fecham, elas não fazem movimento lateral, tampouco seus molares são achatados para moer os alimentos.

Eles rasgam, dilaceram e – literalmente – engolem a comida que oferecemos, deixando para o estômago o trabalho da digestão, com as enzimas produzidas pelo pâncreas.

Enzimas Digestivas

As enzimas e ácidos de seu aparelho digestivo são necessárias para sintetizar carboidratos em glicose, proteína em aminoácidos e gorduras em ácidos graxos.

A carne (incluindo órgãos, vísceras, ossos etc.) é a fonte de energia mais rica que a natureza designou para os nossos amigões.

Seus corpos foram feitos para digerir carne crua e um verdinho aqui e ali, afinal, se caçassem provavelmente matariam a presa com alimento em digestão dentro de suas entranhas. Duvido que esperariam o dia do jejum da galinha para a abocanharem.

Alimentos ricos em carboidrato, processados ou cozidos em altas temperaturas (cozinhar em temperaturas acima de 48˚C destrói as enzimas que ocorrem naturalmente nos alimentos) requerem do pâncreas um trabalho maior para produzir todas as enzimas necessárias para suas sínteses, além de consumir uma energia enorme durante o processo de digestão.

As reservas de enzimas digestivas não são infinitas e, no longo prazo, o uso excessivo compromete todo o sistema.

Sem falar, que o pâncreas também exerce um papel importante como parte do sistema imune, e uma vez “ocupado” demais produzindo enzimas para digestão, não vai dar conta da produção de outras enzimas necessárias para manutenção de tecidos saudáveis e limpeza de toxinas.

Já sabe onde isso vai parar, né? Eu não gosto nem pensar, quanto mais escrever.

Enzimas são vitais. Sem elas, não vivemos.

As enzimas dos alimentos

O melhor a fazer é nutrir o seu animal de estimação com alimentos abundantes em enzimas. E quais são esses alimentos?

A resposta é simples: os naturais – comida de verdade. O campeão, entretanto, é a tripa. Isso porque ela contém a comida que foi parcialmente digerida pela presa, ou seja, já foi “amaciada”.

Presas inteiras, com as vísceras e os órgãos intactos, são riquíssimas em enzimas digestivas. Carnes frescas de músculo são boas fontes também.

O uso pelo organismo

O corpo faz uso mais rápido das enzimas quando da ocorrência de alguma enfermidade, temperaturas extremas ou exercício intenso.

Cães e gatos mais velhos se beneficiam das enzimas extras, uma vez que a sua produção diminui com o avançar da idade.

As enzimas os ajudam a encarar a velhice com mais saúde e disposição. Se eles já esgotaram as suas reservas internas, a dieta tem que fornecer as enzimas necessárias para as funções celulares ou o organismo fica debilitado.

Mesmo na alimentação natural, ainda assim o corpo pode requerer mais.

Isso acontece, infelizmente, porque nossos solos estão depreciados, e até a qualidade da água é, muitas vezes, duvidosa.

A carne de vaca, por exemplo, já não fornece a mesma quantidade de vitaminas e minerais fornecidos no passado porque já não se pode garantir que o pasto está nutrindo o gado adequadamente.

O que fazer? O ideal, sempre, é tentar obter todos os nutrientes dos alimentos.

Mas, como já falado, até mesmo os cães e gatos alimentados de forma natural podem sofrer com a depreciação dos alimentos e, dessa forma, não conseguirem todas as enzimas necessárias para uma boa digestão.

A oferta de suplementos que fornecem enzimas e probióticos pode ser uma solução nesses casos.

Enzimas e probióticos trabalham juntos. Enquanto um ajuda na síntese dos alimentos, outro “mantém a casa limpa”, ou melhor, equilibra a flora intestinal com bactérias do bem, tão necessárias para a manutenção do sistema digestivo.

Converse com o veterinário sobre a melhor forma de oferecer esse combustível vital para seu amigão.

Se optarem por incluir na dieta alguma suplementação, prefira produtos feitos exclusivamente para animais, com matéria-prima orgânica e natural.

Lembre-se: animais que recebem quantidade suficiente de enzimas digestivas são mais fortes.

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